Quem foram os 12 Apóstolos de Jesus? Conheça a história de cada um

Conheça os 12 Apóstolos escolhidos por Jesus Cristo, seus nomes, suas histórias, sua missão e o significado dos Doze para a fé cristã.

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Quem foram os 12 Apóstolos de Jesus? Conheça a história de cada um

Quando pensamos na vida de Jesus Cristo, alguns dos personagens que imediatamente aparecem ao seu lado são os Doze Apóstolos.

Eles caminharam com Jesus, ouviram seus ensinamentos, presenciaram milagres e foram testemunhas de momentos fundamentais de seu ministério.

Mas quem eram esses homens? Por que Jesus escolheu exatamente doze? O que aconteceu com eles depois da morte e Ressurreição de Cristo?

Neste artigo, vamos conhecer melhor os homens escolhidos por Jesus para uma missão que transformaria a história.

O que significa a palavra “apóstolo”?

A palavra apóstolo vem do grego apóstolos e significa, de maneira geral, “enviado”, “mensageiro” ou “aquele que é enviado em missão”.

Jesus possuía muitos discípulos, mas entre eles escolheu doze homens para uma missão especial.

O Evangelho de São Lucas relata:

“Quando amanheceu, chamou os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos.”

Lucas 6,13

Portanto, existe uma diferença importante entre discípulo e apóstolo.

Discípulo é aquele que segue e aprende com um mestre. Jesus teve muitos discípulos.

Os Doze, porém, foram escolhidos de maneira particular para acompanhá-lo e posteriormente serem enviados para anunciar o Evangelho.

Quem eram os 12 Apóstolos de Jesus?

As listas dos Doze aparecem nos Evangelhos e também nos Atos dos Apóstolos.

Os nomes tradicionalmente apresentados são:

  1. Simão Pedro
  2. André
  3. Tiago, filho de Zebedeu
  4. João
  5. Filipe
  6. Bartolomeu
  7. Mateus
  8. Tomé
  9. Tiago, filho de Alfeu
  10. Judas Tadeu
  11. Simão, o Zelote
  12. Judas Iscariotes

Vamos conhecer um pouco sobre cada um deles.

1. São Pedro

Antes de seguir Jesus, Simão Pedro era pescador.

Era irmão de André e trabalhava na região do mar da Galileia.

Jesus lhe deu uma missão muito especial e mudou simbolicamente seu nome.

No Evangelho de Mateus encontramos:

“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.”

Mateus 16,18

Pedro tornou-se uma das figuras centrais entre os apóstolos.

Ele também aparece em alguns dos momentos mais importantes da vida de Jesus, como a Transfiguração e a oração no Getsêmani.

Durante a Paixão, Pedro negou conhecer Jesus três vezes. Depois da Ressurreição, entretanto, Cristo reafirmou sua missão ao dizer:

“Apascenta as minhas ovelhas.”

João 21,17

Para a Igreja Católica, São Pedro ocupa uma posição singular entre os apóstolos e é considerado o primeiro Papa.

Segundo a antiga tradição cristã, Pedro morreu mártir em Roma durante a perseguição aos cristãos no século I.

2. Santo André

André era irmão de Pedro e também pescador.

O Evangelho de João apresenta André como um dos primeiros discípulos a reconhecer Jesus e segui-lo.

Depois desse encontro, ele procurou seu irmão Simão e disse:

“Encontramos o Messias.”

João 1,41

André então levou Pedro até Jesus.

Esse pequeno episódio revela uma característica muito bonita de sua missão: encontrar Cristo e conduzir outras pessoas até Ele.

Segundo antigas tradições cristãs, André evangelizou diferentes regiões e morreu mártir.

3. São Tiago Maior

Tiago era filho de Zebedeu e irmão de João.

Os dois eram pescadores quando foram chamados por Jesus.

Tiago fazia parte, juntamente com Pedro e João, de um grupo particularmente próximo de Cristo.

Os três estiveram presentes em acontecimentos importantes, como a Transfiguração de Jesus.

Tiago é chamado tradicionalmente de Tiago Maior para diferenciá-lo de outro apóstolo chamado Tiago.

O livro dos Atos dos Apóstolos relata que ele foi morto por ordem do rei Herodes Agripa.

Assim, Tiago foi um dos primeiros apóstolos a sofrer o martírio.

4. São João

João era irmão de Tiago e filho de Zebedeu.

Ele também fazia parte do grupo mais próximo de Jesus.

A tradição cristã identifica João com o discípulo amado, mencionado diversas vezes no quarto Evangelho.

Durante a crucificação, encontramos um dos momentos mais emocionantes do Evangelho.

Jesus vê sua mãe e o discípulo que amava e diz:

“Mulher, eis aí teu filho.”

Depois diz ao discípulo:

“Eis aí tua mãe.”

João 19,26-27

Para a tradição católica, essa passagem possui também um profundo significado espiritual relacionado à maternidade de Maria em relação aos discípulos de Cristo.

A tradição atribui a João o Evangelho segundo João, três cartas do Novo Testamento e, tradicionalmente, também o Apocalipse.

5. São Filipe

Filipe aparece em diferentes momentos do Evangelho.

Após ser chamado por Jesus, ele encontra Natanael e lhe anuncia:

“Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei e de quem escreveram os profetas: Jesus de Nazaré.”

João 1,45

Filipe também aparece no episódio da multiplicação dos pães.

Mais tarde, durante a Última Ceia, faz um pedido marcante:

“Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta.”

Jesus responde:

“Quem me viu, viu o Pai.”

João 14,8-9

Essa resposta tornou-se uma das grandes declarações do Evangelho sobre a identidade de Cristo.

6. São Bartolomeu

Bartolomeu aparece nas listas dos Doze Apóstolos.

Uma antiga tradição cristã costuma identificá-lo com Natanael, personagem apresentado no Evangelho de João, embora o próprio texto bíblico não faça explicitamente essa identificação.

Quando Natanael se aproxima de Jesus, Cristo declara:

“Eis um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade.”

João 1,47

Segundo diferentes tradições antigas, Bartolomeu teria levado o Evangelho a regiões fora da Palestina e posteriormente sofrido o martírio.

7. São Mateus

Mateus possuía uma profissão malvista por muitos judeus de sua época: era cobrador de impostos.

Os cobradores trabalhavam ligados ao sistema tributário romano e frequentemente eram vistos como pecadores públicos.

Jesus, porém, aproximou-se dele.

O Evangelho relata que Jesus viu Mateus sentado no posto de cobrança e simplesmente disse:

“Segue-me.”

E Mateus levantou-se e o seguiu.

Mateus 9,9

Esse chamado transmite uma poderosa mensagem cristã: ninguém está condenado a permanecer preso ao seu passado quando responde verdadeiramente ao chamado de Deus.

A tradição cristã identifica Mateus como o autor do Evangelho segundo Mateus.

8. São Tomé

Tomé tornou-se popularmente conhecido como o apóstolo que duvidou.

Quando os outros discípulos afirmaram que Jesus havia ressuscitado, Tomé declarou que precisaria ver para acreditar.

Dias depois, Jesus apareceu novamente aos discípulos.

Tomé então fez uma das mais fortes profissões de fé encontradas nos Evangelhos:

“Meu Senhor e meu Deus!”

João 20,28

Jesus respondeu:

“Porque me viste, creste. Bem-aventurados os que não viram e creram.”

João 20,29

Por isso, a história de Tomé não deveria ser lembrada apenas como uma história de dúvida.

É também uma história de encontro, transformação e fé.

Uma tradição cristã muito antiga associa a missão de Tomé à evangelização da Índia.

9. São Tiago Menor

Outro apóstolo chamado Tiago aparece entre os Doze.

Ele é identificado como Tiago, filho de Alfeu.

Tradicionalmente ficou conhecido como Tiago Menor, principalmente para diferenciá-lo de Tiago, filho de Zebedeu.

Existem diferentes discussões históricas sobre a identificação de personagens chamados Tiago no Novo Testamento, razão pela qual é importante não atribuir automaticamente ao apóstolo informações que pertencem a outro personagem com o mesmo nome.

O que sabemos com segurança pelos Evangelhos é que Tiago, filho de Alfeu, fazia parte dos Doze escolhidos por Jesus.

10. São Judas Tadeu

Judas Tadeu não deve ser confundido com Judas Iscariotes.

Ele aparece nas listas dos apóstolos e é tradicionalmente identificado como Judas, filho ou irmão de Tiago, dependendo da tradução bíblica utilizada.

Na tradição católica, São Judas Tadeu tornou-se especialmente conhecido como intercessor das causas difíceis e desesperadas.

Sua devoção espalhou-se por diversos países e permanece muito popular entre os católicos.

11. São Simão, o Zelote

Outro Simão fazia parte dos Doze.

Para diferenciá-lo de Simão Pedro, ele aparece identificado como Simão, o Zelote.

Os Evangelhos fornecem poucas informações sobre sua vida.

Existem diferentes interpretações sobre o significado exato do título “Zelote” nesse contexto, e não podemos afirmar apenas por esse título que ele necessariamente pertenceu formalmente ao movimento político posteriormente conhecido como Zelotes.

O importante é que Simão aparece claramente entre os homens escolhidos por Cristo para integrar os Doze.

12. Judas Iscariotes

Judas Iscariotes ocupa uma posição trágica na história dos apóstolos.

Ele fazia parte dos Doze e acompanhou Jesus durante seu ministério.

Porém, acabou entregando Jesus às autoridades.

Segundo o Evangelho de Mateus, Judas recebeu trinta moedas de prata pela traição.

No Getsêmani, utilizou um beijo como sinal para identificar Jesus aos homens que vieram prendê-lo.

Posteriormente, tomado pelo remorso, devolveu o dinheiro.

Sua história tornou-se um dos maiores símbolos de traição da cultura ocidental.

Judas Iscariotes foi substituído?

Sim.

Depois da morte de Judas e da Ascensão de Jesus, os discípulos entenderam que alguém deveria ocupar seu lugar entre os Doze.

Dois homens foram apresentados:

José, chamado Barsabás, e Matias.

Depois de rezarem, lançaram sortes.

O livro dos Atos dos Apóstolos relata:

“A sorte caiu em Matias, que foi incorporado aos onze apóstolos.”

Atos 1,26

Assim, São Matias passou a integrar o grupo apostólico no lugar de Judas Iscariotes.

Por que Jesus escolheu exatamente 12 apóstolos?

O número 12 possui enorme importância bíblica.

O povo de Israel estava tradicionalmente organizado em torno das doze tribos de Israel.

Por isso, a escolha de doze apóstolos possui um profundo significado.

Jesus não estava simplesmente formando um grupo de seguidores.

Os Doze representam simbolicamente a continuidade e a renovação do povo de Deus.

Essa relação aparece claramente quando Jesus fala aos apóstolos:

“Quando o Filho do Homem se sentar no trono da sua glória, também vós, que me seguistes, vos sentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.”

Mateus 19,28

Portanto, o número dos apóstolos está profundamente ligado à história da salvação.

Discípulo e apóstolo são a mesma coisa?

Não exatamente.

Todo apóstolo é discípulo, mas nem todo discípulo é um dos Doze Apóstolos.

Jesus possuía muitos seguidores.

Os Evangelhos mostram homens e mulheres que acompanhavam Cristo, ouviam seus ensinamentos e ajudavam sua missão.

Entre todos esses discípulos, Jesus escolheu doze para uma função particular.

Depois da Ressurreição, eles receberam uma missão extraordinária:

“Ide, pois, e fazei discípulos todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”

Mateus 28,19

Essa missão está na origem da expansão do Cristianismo.

Os apóstolos eram homens perfeitos?

Não.

E talvez esse seja um dos aspectos mais impressionantes da história dos Doze.

Eles demonstraram medo.

Discutiram sobre quem seria o maior.

Tiveram dificuldades para compreender alguns ensinamentos.

Pedro negou Jesus.

Tomé duvidou.

Judas o traiu.

Durante a prisão de Cristo, os discípulos fugiram.

Mesmo assim, depois da Ressurreição e da vinda do Espírito Santo, vemos uma profunda transformação.

Homens antes assustados passaram a anunciar publicamente que Jesus Cristo havia ressuscitado.

Essa transformação ocupa um lugar central no livro dos Atos dos Apóstolos.

Pentecostes e o início da missão

Depois da Ascensão de Jesus, os discípulos permaneceram reunidos em oração.

Maria, mãe de Jesus, também estava com eles.

No dia de Pentecostes, o Espírito Santo desceu sobre os discípulos.

A partir daquele momento, eles começaram publicamente sua grande missão evangelizadora.

Pedro anunciou Cristo diante de uma multidão e milhares de pessoas acolheram a mensagem.

A pequena comunidade reunida em Jerusalém começou então a crescer.

O Evangelho atravessaria cidades, povos, culturas e continentes.

O que aconteceu com os apóstolos depois?

O Novo Testamento fornece informações detalhadas sobre alguns apóstolos e muito poucas sobre outros.

Por isso, é importante distinguir aquilo que encontramos diretamente nas Sagradas Escrituras daquilo que conhecemos através das antigas tradições cristãs.

Segundo essas tradições, vários apóstolos viajaram para diferentes regiões anunciando Jesus Cristo e muitos sofreram o martírio.

Pedro é tradicionalmente associado a Roma.

Tomé é associado à Índia.

André aparece relacionado a regiões da Grécia e outras áreas do mundo antigo.

As tradições sobre os locais e as circunstâncias exatas da morte de alguns apóstolos variam e nem todas possuem o mesmo grau de comprovação histórica.

Mas existe algo fundamental por trás dessas histórias:

a mensagem de Jesus ultrapassou as fronteiras da Judeia e chegou a diferentes povos.

O que os 12 Apóstolos podem nos ensinar hoje?

Talvez seja fácil olhar para os apóstolos apenas como grandes personagens da história cristã.

Mas eles também eram pessoas comuns.

Entre eles havia pescadores, um cobrador de impostos e homens de diferentes personalidades e origens.

Eles tiveram dúvidas, medos e fraquezas.

Mesmo assim, aceitaram o chamado de Cristo.

Essa história nos recorda que Deus não chama apenas pessoas que parecem perfeitas.

Deus chama pessoas dispostas a caminhar, aprender, mudar e servir.

Pedro caiu, mas se levantou.

Tomé duvidou, mas encontrou a fé.

Mateus abandonou uma vida antiga para seguir Cristo.

João permaneceu próximo de Jesus até o Calvário.

Cada história possui suas particularidades, mas todas apontam para o mesmo centro:

Jesus Cristo.

Uma missão que continua

Quase dois mil anos se passaram desde que Jesus caminhou pelas estradas da Galileia acompanhado por seus discípulos.

Os apóstolos morreram.

Impérios desapareceram.

Civilizações mudaram.

Mas a mensagem que aqueles homens receberam continua sendo anunciada.

A fé cristã chegou a diferentes continentes, idiomas e culturas.

Por trás dessa extraordinária expansão está a missão confiada por Jesus aos seus seguidores.

Por isso, conhecer os Doze Apóstolos não significa apenas conhecer personagens do passado.

Significa compreender melhor como começou a missão que levou o Evangelho de Jesus Cristo ao mundo.

E essa missão continua viva cada vez que alguém conhece Cristo, transforma sua vida e transmite sua fé a outra pessoa.

Referências bíblicas

  • Mateus 4,18-22 — chamado dos primeiros discípulos
  • Mateus 9,9 — chamado de Mateus
  • Mateus 10,1-4 — os Doze Apóstolos
  • Mateus 16,13-20 — profissão de fé e missão de Pedro
  • Mateus 19,28 — os doze tronos e as doze tribos
  • Mateus 26,14-16 — Judas e as trinta moedas de prata
  • Mateus 28,16-20 — missão dada aos discípulos
  • Marcos 3,13-19 — escolha dos Doze
  • Lucas 6,12-16 — escolha dos Doze Apóstolos
  • João 1,35-51 — André, Pedro, Filipe e Natanael
  • João 14,8-9 — Filipe e Jesus
  • João 19,25-27 — Maria e o discípulo amado junto à cruz
  • João 20,24-29 — Tomé encontra Jesus ressuscitado
  • João 21,15-19 — missão confiada a Pedro
  • Atos 1,12-26 — escolha de Matias
  • Atos 2,1-41 — Pentecostes e início da pregação apostólica

Para refletir

Jesus não escolheu os Doze porque fossem homens sem defeitos.

Ele os chamou para transformá-los e enviá-los.

A mesma pergunta atravessa os séculos e chega até nós:

Se Cristo chamou pessoas comuns para realizar uma missão extraordinária, o que Ele pode estar nos chamando a fazer hoje?

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