Quem coloca lado a lado uma Bíblia Católica, uma Bíblia Protestante e uma Torá logo percebe que elas não são simplesmente três edições diferentes do mesmo livro.
Existem textos em comum, mas também diferenças importantes.
Por que a Bíblia Católica possui 73 livros enquanto a Bíblia protestante mais comum possui 66?
Quais são os sete livros chamados deuterocanônicos?
A Torá é a Bíblia dos judeus?
Torá e Tanakh significam a mesma coisa?
E por que cristãos possuem um Novo Testamento enquanto o judaísmo não o reconhece como parte de suas Escrituras?
Para compreender essas diferenças, primeiro precisamos entender uma palavra fundamental:
cânon.
O que significa cânon da Bíblia?
O cânon é o conjunto de livros reconhecidos por determinada comunidade religiosa como pertencentes às suas Escrituras sagradas.
Isso significa que a Bíblia não surgiu originalmente como um único volume encadernado contendo todos os livros que conhecemos hoje.
Os diferentes textos foram escritos, transmitidos, copiados e reunidos ao longo de muitos séculos.
Com o tempo, comunidades religiosas reconheceram determinados escritos como parte de suas Escrituras.
É justamente nesse ponto que aparecem algumas das diferenças entre católicos, protestantes e judeus.
Quantos livros tem a Bíblia Católica?
A Bíblia Católica possui 73 livros.
Eles estão divididos em:
- 46 livros no Antigo Testamento;
- 27 livros no Novo Testamento.
O Catecismo da Igreja Católica apresenta oficialmente essa lista ao tratar do cânon das Escrituras.
O Antigo Testamento católico começa com Gênesis e termina, na organização normalmente utilizada, com os livros proféticos.
O Novo Testamento começa com o Evangelho segundo São Mateus e termina com o Apocalipse.
Quantos livros tem a Bíblia Protestante?
A Bíblia utilizada atualmente pela maioria das tradições protestantes possui 66 livros:
- 39 livros no Antigo Testamento;
- 27 livros no Novo Testamento.
Portanto, católicos e a maioria dos protestantes possuem os mesmos 27 livros do Novo Testamento.
A principal diferença está no Antigo Testamento.
A Bíblia Católica possui sete livros que não fazem parte do cânon protestante mais comum, além de algumas partes adicionais de Ester e Daniel.
Quais são os sete livros que estão na Bíblia Católica?
Os sete livros são:
- Tobias;
- Judite;
- Sabedoria;
- Eclesiástico, também chamado Sirácida;
- Baruc;
- 1 Macabeus;
- 2 Macabeus.
A Bíblia Católica também possui partes de Ester e Daniel que não aparecem da mesma maneira no cânon protestante mais comum.
Na tradição católica, esses escritos são chamados de deuterocanônicos.
O que significa deuterocanônico?
A palavra pode dar a impressão de que seriam livros de “segunda categoria”, mas esse não é o sentido da expressão.
“Deuterocanônico” está relacionado à história do reconhecimento e da discussão sobre esses textos.
Para a Igreja Católica, esses livros são Sagrada Escritura e fazem parte do cânon bíblico.
Entre eles encontramos textos muito importantes para a espiritualidade e para a história do povo judeu antes de Cristo.
Por exemplo:
Sabedoria apresenta profundas reflexões sobre justiça, morte e imortalidade.
Eclesiástico/Sirácida reúne ensinamentos sobre sabedoria, família, amizade, humildade e vida moral.
1 e 2 Macabeus registram acontecimentos importantes da resistência judaica no período helenístico.
Tobias apresenta temas como família, oração, fidelidade e providência divina.
E por que muitas Bíblias protestantes não possuem esses livros?
A resposta envolve uma longa história de transmissão das Escrituras e diferentes critérios utilizados para definir o cânon do Antigo Testamento.
Durante a Reforma Protestante do século XVI, os reformadores deram preferência, para o Antigo Testamento, a uma coleção correspondente aos livros preservados no cânon hebraico judaico.
Os livros que os católicos chamam de deuterocanônicos passaram a ser normalmente chamados pelos protestantes de Apócrifos.
É importante, porém, evitar uma simplificação histórica.
Não significa que todas as primeiras Bíblias protestantes simplesmente deixaram de imprimir esses livros.
Diversas edições protestantes antigas os incluíam em uma seção separada, entre o Antigo e o Novo Testamento, sem atribuir a eles a mesma autoridade canônica.
Com o tempo, tornou-se comum que muitas Bíblias protestantes fossem publicadas somente com os 66 livros atualmente mais conhecidos.
A Igreja Católica acrescentou sete livros à Bíblia no Concílio de Trento?
Essa frase é frequentemente encontrada em discussões religiosas, mas simplifica demais a história.
A Igreja Católica já utilizava esses livros muito antes do Concílio de Trento.
No século XVI, diante das controvérsias surgidas durante a Reforma, o Concílio de Trento reafirmou solenemente o cânon reconhecido pela Igreja Católica.
Portanto, do ponto de vista católico, Trento não criou sete novos livros bíblicos.
O concílio definiu formalmente uma questão que havia se tornado objeto de forte controvérsia.
O que foi a Septuaginta?
A Septuaginta, frequentemente representada pela sigla LXX, é uma antiga tradução grega das Escrituras judaicas.
Sua formação começou alguns séculos antes de Cristo.
Ela foi especialmente importante porque o grego era amplamente utilizado no mundo mediterrâneo da época.
Os primeiros cristãos também viveram nesse ambiente de língua grega e frequentemente utilizaram as Escrituras em grego.
A Septuaginta é particularmente relevante nas discussões sobre o cânon porque a tradição textual grega inclui escritos que não fazem parte do posterior cânon hebraico rabínico.
Entretanto, é importante evitar outra simplificação:
não existia necessariamente uma única edição fechada da Septuaginta contendo exatamente a mesma lista de livros de uma Bíblia Católica moderna.
A história das antigas coleções bíblicas é mais complexa.
Por isso, a formação do cânon deve ser compreendida como um processo histórico e religioso desenvolvido ao longo do tempo.
O que a Igreja Católica diz sobre a formação do cânon?
Segundo o Catecismo da Igreja Católica, foi através da Tradição Apostólica que a Igreja discerniu quais escritos deveriam fazer parte da lista dos livros sagrados.
Essa lista é chamada de cânon das Escrituras.
Para o catolicismo, portanto, Bíblia e Tradição não são realidades completamente separadas.
A própria identificação de quais livros formam a Bíblia está relacionada à vida e ao discernimento da comunidade cristã primitiva.
Afinal, o que é a Torá?
Aqui encontramos uma confusão muito comum.
A Torá não é simplesmente toda a Bíblia judaica.
Em seu sentido mais específico e fundamental, a Torá corresponde aos cinco primeiros livros das Escrituras:
- Gênesis;
- Êxodo;
- Levítico;
- Números;
- Deuteronômio.
Os cristãos normalmente chamam esse conjunto de Pentateuco.
No judaísmo, esses livros ocupam um lugar central.
A palavra hebraica Torá pode ser traduzida em contextos diferentes como ensinamento, instrução ou lei.
Então qual é a Bíblia judaica?
Uma maneira mais precisa de se referir ao conjunto das Escrituras reconhecidas no judaísmo rabínico é Tanakh ou Tanach.
O nome é formado a partir das iniciais das três grandes divisões das Escrituras hebraicas:
Torá — Lei ou Instrução
Nevi'im — Profetas
Ketuvim — Escritos
Assim:
Tanakh = Torá + Profetas + Escritos.
Portanto:
a Torá faz parte do Tanakh.
Ela não é sinônimo exato de todo o Tanakh.
Quantos livros tem o Tanakh?
O Tanakh é tradicionalmente contado como possuindo 24 livros.
À primeira vista, isso parece muito diferente dos 39 livros do Antigo Testamento protestante.
Mas existe uma explicação importante:
grande parte da diferença é simplesmente uma questão de organização e contagem.
Por exemplo, textos que aparecem divididos em vários livros nas Bíblias cristãs podem ser contados como um único livro na tradição judaica.
Os doze chamados “Profetas Menores”, por exemplo, são tradicionalmente contados no Tanakh como um único conjunto, chamado Os Doze.
Também existem diferenças na ordem dos livros.
Os 24 livros do Tanakh são iguais aos 39 livros do Antigo Testamento protestante?
Em termos do conjunto básico de textos, há grande correspondência.
Mas a organização, divisão, ordem e tradição de interpretação são diferentes.
Por isso não é adequado pensar que o Tanakh seja simplesmente:
“um Antigo Testamento protestante em hebraico.”
Para o judaísmo, esses textos existem dentro de uma tradição religiosa própria, sem a interpretação cristã centrada em Jesus Cristo.
A maneira de organizar os livros também comunica uma estrutura teológica diferente.
Qual é a diferença de ordem dos livros?
Essa diferença é bastante interessante.
Em muitas Bíblias cristãs, o Antigo Testamento termina com os profetas, preparando literariamente a passagem para o Novo Testamento.
O Tanakh possui outra organização.
Ele está dividido em:
Torá → Profetas → Escritos.
O último livro na organização tradicional do Tanakh é Crônicas.
Isso mostra que não estamos lidando apenas com uma diferença de quantidade.
Existe também uma diferença na forma como as coleções são organizadas.
O judaísmo possui Novo Testamento?
Não.
O Novo Testamento é uma coleção cristã.
Ele contém:
- os quatro Evangelhos;
- Atos dos Apóstolos;
- cartas apostólicas;
- Apocalipse.
Para os cristãos, Jesus Cristo é o Messias prometido e o Novo Testamento testemunha sua vida, morte, ressurreição e o surgimento da Igreja.
O judaísmo não reconhece Jesus como o Messias da mesma maneira que o cristianismo e, consequentemente, não reconhece o Novo Testamento como parte de suas Escrituras.
Isso representa uma das diferenças fundamentais entre judaísmo e cristianismo.
Os cristãos também aceitam a Torá?
Sim.
Os cinco livros da Torá fazem parte tanto da Bíblia Católica quanto das Bíblias protestantes.
Os cristãos normalmente chamam esse conjunto de Pentateuco.
Assim:
| Torá | Nome cristão correspondente |
|---|---|
| Bereshit | Gênesis |
| Shemot | Êxodo |
| Vayikra | Levítico |
| Bamidbar | Números |
| Devarim | Deuteronômio |
Portanto, quando um cristão abre Gênesis, Êxodo, Levítico, Números ou Deuteronômio, está lendo textos que pertencem também à Torá judaica.
Bíblia Católica, Protestante, Tanakh e Torá em comparação
Podemos resumir:
| Característica | Bíblia Católica | Bíblia Protestante mais comum | Tanakh | Torá |
|---|---|---|---|---|
| Número tradicional de livros | 73 | 66 | 24 | 5 |
| Antigo Testamento/Escrituras hebraicas | 46 livros | 39 livros | É o conjunto das Escrituras judaicas | É sua primeira divisão |
| Novo Testamento | 27 | 27 | Não | Não |
| Torá/Pentateuco | Sim | Sim | Sim | É seu conteúdo |
| Tobias | Sim | Não no cânon mais comum | Não | Não |
| Judite | Sim | Não no cânon mais comum | Não | Não |
| Sabedoria | Sim | Não no cânon mais comum | Não | Não |
| Eclesiástico/Sirácida | Sim | Não no cânon mais comum | Não | Não |
| Baruc | Sim | Não no cânon mais comum | Não | Não |
| 1 e 2 Macabeus | Sim | Não no cânon mais comum | Não | Não |
| Novo Testamento reconhecido como Escritura | Sim | Sim | Não | Não |
Essa tabela é uma simplificação útil, pois existem outras tradições cristãs — especialmente as Igrejas Ortodoxas — cujos cânones também possuem diferenças.
Existe apenas uma “Bíblia Protestante”?
Não exatamente.
A expressão “Bíblia Protestante” é conveniente para uma comparação básica, mas o protestantismo reúne muitas tradições diferentes.
Existem:
- luteranos;
- reformados;
- anglicanos;
- batistas;
- metodistas;
- pentecostais;
- presbiterianos;
- entre muitos outros grupos.
Hoje, a configuração de 66 livros é extremamente comum entre protestantes.
Historicamente, porém, algumas tradições e importantes edições protestantes imprimiram os chamados Apócrifos em uma seção separada.
Por isso, sempre que utilizarmos a expressão “Bíblia Protestante” neste artigo, estamos nos referindo principalmente ao cânon protestante moderno mais difundido.
E as Bíblias Ortodoxas?
Existe ainda outra realidade.
As Igrejas Ortodoxas não necessariamente utilizam exatamente o mesmo cânon católico ou protestante do Antigo Testamento.
Algumas tradições ortodoxas reconhecem livros adicionais.
Isso demonstra que a história do cânon bíblico é mais complexa do que simplesmente:
“existem uma Bíblia Católica e uma Bíblia Protestante.”
Há diferentes tradições cristãs históricas.
Este artigo, porém, concentra-se principalmente na comparação entre catolicismo, protestantismo e judaísmo.
Católicos e protestantes possuem o mesmo Novo Testamento?
Sim.
Esse é um ponto muito importante.
Apesar das divergências relativas ao Antigo Testamento, católicos e a grande maioria das tradições protestantes reconhecem os mesmos 27 livros do Novo Testamento.
São eles os Evangelhos, Atos, as cartas apostólicas e o Apocalipse.
As principais diferenças de cânon entre essas tradições cristãs estão, portanto, relacionadas ao Antigo Testamento.
Deuterocanônico é a mesma coisa que apócrifo?
Depende de quem está utilizando os termos.
Na tradição católica, os sete livros são chamados deuterocanônicos e são considerados Escritura inspirada.
Muitas tradições protestantes utilizam a palavra Apócrifos para esses livros e não os reconhecem como parte do cânon inspirado, embora algumas tradições tenham historicamente considerado que poderiam ser lidos para edificação.
Por isso, utilizar apenas a palavra “apócrifo” sem explicar de qual tradição estamos falando pode gerar confusão.
Por que essa diferença é importante?
Porque esses livros possuem textos relacionados a temas teológicos e históricos importantes.
Um exemplo particularmente conhecido está em 2 Macabeus 12, que apresenta oração e expiação relacionadas aos mortos.
Esse texto está na Bíblia Católica, mas não aparece no cânon protestante mais comum.
Isso ajuda a compreender por que determinadas discussões entre católicos e protestantes não envolvem apenas diferentes interpretações de um versículo.
Às vezes envolvem também quais livros são reconhecidos como Escritura.
Isso significa que católicos e protestantes possuem religiões completamente diferentes?
Não.
Católicos e protestantes pertencem ao cristianismo e compartilham uma enorme parte das Escrituras.
Ambos possuem:
- Gênesis;
- os Salmos;
- os profetas;
- os quatro Evangelhos;
- Atos dos Apóstolos;
- as cartas de São Paulo;
- os demais escritos apostólicos;
- Apocalipse.
Além disso, professam crenças cristãs fundamentais relacionadas a Jesus Cristo, embora existam diferenças importantes de doutrina e autoridade entre as várias tradições.
É possível reconhecer essas diferenças sem ignorar aquilo que existe em comum.
E cristianismo e judaísmo?
A relação é diferente.
O cristianismo nasceu dentro do contexto judaico.
Jesus era judeu.
Maria, os apóstolos e os primeiros discípulos também pertenciam ao povo judeu.
As Escrituras que os cristãos chamam de Antigo Testamento estão profundamente ligadas às Escrituras de Israel.
Entretanto, cristianismo e judaísmo desenvolveram-se como tradições religiosas distintas, principalmente em relação à identidade de Jesus.
Para o cristianismo, Jesus é o Cristo, Filho de Deus e cumprimento das promessas messiânicas.
O judaísmo não aceita essa afirmação cristã.
Por isso também não reconhece o Novo Testamento como Escritura.
A Torá que está numa sinagoga é igual a um livro comum?
Existe ainda outra distinção interessante.
Quando falamos de Sefer Torá, estamos falando do rolo da Torá utilizado liturgicamente na sinagoga.
Ele é escrito segundo regras tradicionais específicas e recebe tratamento de grande reverência.
Mas o conteúdo textual fundamental corresponde aos cinco livros da Torá.
Assim, a palavra Torá pode aparecer em diferentes contextos:
- os cinco livros de Moisés;
- o rolo litúrgico;
- em sentido mais amplo, o ensinamento religioso judaico.
O contexto ajuda a determinar o significado.
Qual Bíblia um católico deve usar?
Para estudo e vida espiritual católica, é recomendável utilizar uma Bíblia Católica completa, contendo os 73 livros reconhecidos pela Igreja.
Também é útil escolher uma edição que possua:
- boa tradução;
- notas explicativas;
- referências cruzadas;
- introduções aos livros;
- aprovação eclesiástica quando aplicável.
Isso não significa que um católico não possa consultar outras traduções para comparação.
Mas sua Bíblia principal deveria conter o cânon completo da tradição católica.
Qual livro da Bíblia devo ler primeiro?
Muitas pessoas começam pela primeira página:
Gênesis 1.
Isso não é errado.
Mas tentar ler toda a Bíblia simplesmente da primeira à última página pode ser difícil para um iniciante.
Uma boa estratégia é começar por um dos Evangelhos.
Eles nos colocam diretamente diante da vida e dos ensinamentos de Jesus Cristo.
No próximo artigo desta série, vamos explicar justamente:
como começar a ler a Bíblia Católica sem se perder.
O mais importante não é apenas contar livros
Saber que uma Bíblia possui 73, 66 ou 24 livros ajuda a compreender diferenças históricas.
Mas a Bíblia não deveria ser reduzida a uma disputa de números.
Para milhões de pessoas, esses textos fazem parte de uma tradição viva de fé, oração, estudo e identidade religiosa.
Por isso, compreender as diferenças exige respeito pelas tradições envolvidas.
Podemos explicar o que o catolicismo afirma sem caricaturar o protestantismo.
Podemos explicar a fé cristã sem tratar o judaísmo apenas como uma versão incompleta do cristianismo.
E podemos reconhecer a história compartilhada sem apagar diferenças reais.
Conclusão
A Bíblia Católica, o cânon protestante mais comum, o Tanakh e a Torá possuem importantes relações entre si, mas não são a mesma coisa.
A Bíblia Católica possui 73 livros: 46 no Antigo Testamento e 27 no Novo.
O cânon protestante moderno mais comum possui 66 livros: 39 no Antigo Testamento e os mesmos 27 livros do Novo Testamento.
O Tanakh é o conjunto tradicional das Escrituras judaicas, organizado em Torá, Profetas e Escritos e tradicionalmente contado como 24 livros.
A Torá corresponde, em seu sentido fundamental, aos cinco primeiros livros: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
Os cristãos recebem esses cinco livros como parte de suas próprias Escrituras, mas interpretam a história bíblica à luz de Jesus Cristo.
O judaísmo possui sua própria tradição de interpretação e não reconhece o Novo Testamento como Escritura.
Compreender essas diferenças é uma excelente porta de entrada para entender não apenas a Bíblia, mas também a história do cristianismo e do judaísmo.
E depois de entender qual é a Bíblia, surge naturalmente outra pergunta:
Por onde começar a lê-la?
Esse será o próximo passo da nossa caminhada.
Referências
- Catecismo da Igreja Católica — §§ 101–141: A Sagrada Escritura e o cânon das Escrituras
- Vaticano — Catecismo da Igreja Católica: A Sagrada Escritura
- Sefaria — Tanakh
- Sefaria — Torah: The Five Books of Moses
- Chabad — Tanakh, The Hebrew Bible
- Jewish Publication Society — JPS Tanakh
- Bíblia Sagrada — 2 Macabeus 12,38-46.
- Bíblia Sagrada — Lucas 24,27.
- Bíblia Sagrada — Lucas 24,44.
- Bíblia Sagrada — 2 Timóteo 3,14-17.




